Comunicando para vencer

Vamos lembrar dos nossos primeiros anos de vida, de como éramos inteiramente dependentes de alguém para nos alimentar e dar segurança. Quando bebês chorávamos por fome, sede, frio e entre outras circunstâncias. Lógico que de acordo com a ciência e a religião já vínhamos praticando essa relação, ou seja, a de se comunicar com nossos pais muito antes de nascermos. Após alguns anos muitas coisas mudaram em nossas vidas e outras necessidades surgiram. Vou iniciar essa reflexão a partir desta comunicação espontânea que surge por meio de uma necessidade.

Maslow, um psicólogo e consultor americano, apresentou uma teoria chamada teoria da motivação segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis formando uma pirâmide. Em sua base estão as necessidades mais baixas, chamadas de necessidades fisiológicas, no topo, as necessidades mais elevadas, as necessidades de auto realização. As necessidades primárias são representadas pelas necessidades fisiológicas e de segurança e as necessidades secundárias são representadas pelas necessidades sociais, estima e auto realização. Mas, para Frederick Herzberg, um outro psicólogo e consultor americano, professor de Administração, formulou a teoria dos dois fatores o qual procurou explicar a satisfação e a não-satisfação das necessidades humanas básicas. Herzberg considera os fatores higiênicos (extrínsecos) ou os fatores motivacionais (intrínsecos).

Embora tivéssemos todo o cuidado dos que nos preservaram em nossa infância, ficaram diversas necessidades que não foram satisfeitas até mesmo por não terem sido compreendidas, ou seja, traduzidas por aqueles que nos preservaram. Somos seres evolutivos, que necessitamos nos comunicar e sempre aprender, buscando transformar sonhos em realizações.

Talvez nem Maslow e Herzberg estivessem tão certos de suas teorias. Para mim a maior necessidade dos seres humanos foi, é e será a de se comunicar; seja na escrita, por código ou verbalmente onde possuem grandes chances de serem entendidos e atendidos quanto às suas necessidades.

A comunicação nada mais é do que a troca de informações entre uma ou mais pessoas que possibilita sua socialização. Para o mestre em Ciência da Comunicação, Reinaldo Polito, a comunicação deve ser desenvolvida com assertividade, no lugar certo e trabalhando os sentimentos.

Trazendo essa realidade para o ambiente organizacional, pude observar situações em que profissionais se colocam em autodefesa utilizando muito mal sua forma de se comunicar expressando extrema autoridade, com medo de ser esmagado por sua própria deficiência e em não saber comunicar-se assertivamente, garantindo o direito do outro em expor seu ponto de vista. De fato, todos nós temos sempre algo a melhorar e a aprender até mesmo para nos sentirmos compreendidos, inteligentes e necessários.

Desde o final do século XX as organizações vêm passando por uma fusão que é uma mistura que compreende profissionais que lidem bem com suas competências técnicas e comportamentais. Contudo, devem estar centrados de forma a darem o melhor de si, mantendo sempre o controle de suas emoções.

A cada dia esses profissionais são surpreendidos com uma avalanche de deveres, sentindo-se pressionados pelo trabalho, pelo cotidiano, pelas dificuldades de se relacionarem e, de lidarem com suas necessidades e, principalmente, pelas adversidades. Na década de 90 já havia sido muito difícil para as pessoas compreenderem a chegada da era informática e Internet, e logo depois, a chamada era do conhecimento que faz com que as pessoas venham descontroladamente buscar conhecimento para continuarem empregáveis e competitivas ao mercado de trabalho. Agora parece que saber se comunicar tornou-se a competência número um em que qualifica um bom profissional do mal profissional.

Posso citar alguns motivos para sermos comunicadores assertivos: saber se comunicar com assertividade reduz nossa ansiedade, deixa nosso corpo mais relaxado, possibilita a solução de problemas, nos torna mais objetivos e, acima de tudo, melhores profissionais.

Neste contexto, teremos que assumir nossas dificuldades e enfrentar algo muito maior do que nós mesmos; respeitando ao próximo e interpretando a vida a cada momento. O comunicador assertivo fala por si mesmo, possui uma expressão corporal que condiz com sua fala, e não tem medo de perguntar “Por quê?”; e dizer “Não”;. O importante é saber que você pode praticar uma comunicação ganha-ganha, fazendo-se entender e
acima de tudo estabelecendo um relacionamento agradável.

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Paulo Paiva

Paulo Paiva

Paulo Paiva é Palestrante, Empresário, Coach, Consultor, Psicanalista, Escritor, Terapeuta Transpessoal e Master em Programação Neurolinguística. É graduado em Administração e Especialista em Gestão Executiva em RH e Gestão Estratégica de Pessoas. Autor livros, de diversos artigos para sites, revistas e jornais especializados em Recursos Humanos, gestão, carreira e administração, Paulo é considerado o “Gestor de Almas” das organizações por sua maneira de desenvolver pessoas de forma provocativa e holística, integrando Corpo, Mente e Alma.

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