Competência para competir

O americano Gary Hamel e o indiano C.K. Prahald, escreveram um dos livros mais influentes de meados da década de 90. Em Competindo pelo Futuro, os dois cunharam um dos termos que viraram moda no mundo da administração: as competências essenciais.

Como profissional da área de RH tenho percebido que no mundo corporativo a palavra competência tornou-se a ordem do dia em qualquer área de trabalho. Essa palavra competência, que propõem o significado de alguém qualificado para exercer determinado cargo já descartou muita gente dos processos de seleção de pessoal.

Existem muitos significados para o termo competência. Então, proponho que seja a forma pelo qual o profissional irá interagir com o mercado de trabalho, disponibilizando suas competências técnicas e comportamentais em prol a resultados mensuráveis para a organização.

O nível de competência poderá ser medido por meio dos resultados obtidos, tempo, esforço e criatividade.

Portanto, para satisfazer às exigências do mercado, é cada vez mais importante que o profissional possua uma visão global do ambiente de trabalho e desenvolva o maior número de competências técnicas e comportamentais para o seu sucesso. Como exemplo: qualidade no atendimento ao cliente, que exige habilidade de comunicação e relacionamento interpessoal.

O profissional, que não desenvolver e aprimorar competências, não construir seu próprio desenvolvimento pessoal e não tomar atitudes, está fadado ao insucesso. Para que isso não ocorra com você, trago logo abaixo uma pesquisa sobre competências com referência de Mc Cauley, em 1989, quando já havia elencado o “aprender depressa”, como uma das dezesseis competências essenciais.

Ser uma pessoa de muitos recursos: saber se adaptar a mudanças e a situações ambíguas; ser capaz de pensar estrategicamente e tomar decisões acertadas mediante pressão; liderar sistemas complexos de trabalho, adotar condutas flexíveis de resolução de problemas; capacidade de trabalhar eficazmente com os supervisores em problemas complexos de gestão.

Fazer o que sabe: perseverar e se concentrar diante de obstáculos: assumir; saber o que é necessário seguindo diante; ser capaz de trabalhar aprendendo com os demais.

Aprender depressa: dominar rapidamente novas técnicas.

Ter espírito de decisão: atuar com rapidez de forma aproximativa e com precisão.

Administrar equipes com eficácia: delegar eficazmente, ampliar oportunidades e demonstrar justiça ante seus feitos.

Criar um clima propício ao desenvolvimento: ampliar os desafios e as oportunidades para criar um clima que favoreça o desenvolvimento de sua equipe.

Saber lidar com colaboradores, quando apresentam problemas: agir com decisão e equidade quando tratar colaboradores com problemas.

Estar orientado para o trabalho em equipe.

Formar uma equipe de talentos: contatar pessoas com potencial.

Estabelecer boas relações na empresa: saber como estabelecer boas relações no trabalho; negociar quando houver problemas; conseguir cooperação.

Ter sensibilidade: demonstrar interesse pelos colaboradores e sensibilidade ante as suas necessidades.

Enfrentar os desafios com tranquilidade: apresentar atitude firme; contrapor com a base em dados; evitar censurar os outros pelos erros cometidos; ser capaz de sair de situações constrangedoras.

Manter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: estabelecer prioridades na vida profissional e pessoal de forma harmoniosa.

Conhecer-se: ter a ideia exata de seus pontos fracos e fortes e estar disposto a investir em si mesmo.

Apresentar bom relacionamento: manifestar-se afável e dar mostras de bom humor.

Atuar com flexibilidade: capacidade para adotar comportamento que, a princípio, podem parecer opostos – exercer liderança e se deixa liderar, opinar e aceitar opiniões dos demais.

É importante ressaltar que ser competente já não basta mais; o diferencial hoje no mercado de trabalho é ser competitivo e estar competente, proporcionando resultados em curto prazo com interatividade no ambiente organizacional, com foco nos resultados e exercitando seu desenvolvimento e aprimoramento pessoal contínuo.

Então, é muito importante que o candidato a qualquer vaga de emprego, ao participar de uma entrevista fale sobre seus resultados atingidos em seus últimos empregos. Ao falar sobre seus resultados o profissional de RH com domínio na metodologia de entrevista por competências conseguirá extrair as competências existentes no perfil do candidato.

Imprimir Este Artigo

Please follow and like us:
Paulo Paiva

Paulo Paiva

Paulo Paiva é Palestrante, Empresário, Coach, Consultor, Psicanalista, Escritor, Terapeuta Transpessoal e Master em Programação Neurolinguística. É graduado em Administração e Especialista em Gestão Executiva em RH e Gestão Estratégica de Pessoas. Autor livros, de diversos artigos para sites, revistas e jornais especializados em Recursos Humanos, gestão, carreira e administração, Paulo é considerado o “Gestor de Almas” das organizações por sua maneira de desenvolver pessoas de forma provocativa e holística, integrando Corpo, Mente e Alma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Entre em contato

Telefone

+55 15 3342.4295
+55 15 99781.4797
+55 15 99692.5181 (Whatsapp)

E-mail

contato@paulopaivapalestrante.com.br