Analisando o ambiente organizacional

Quase 90% das demissões motivadas pelo empregado ocorrem por deficiências humanas. Entre elas, há aspectos comportais como dificuldade de “COMUNICAÇÃO”, desinteresse, falta de percepção e recusa ao comprometimento. O curioso é que apenas 20% dos demitidos relatam dificuldades pessoais, enquanto os mais de 80% atribuem a culpa a fatores externos. É dessa forma que Eugenio Mussak descreve, em seu livro “Metacompetência”, sua análise validada através de inúmeras pesquisas.

O que quero pinçar dentro desta análise é a importância da comunicação como fator de sobrevivência no ambiente organizacional. Toda pessoa tem ou irá ter, pelo menos uma vez na vida, uma ideia “brilhante” que poderá beneficiar a si mesmo, a alguém, a um grupo ou até mesmo o planeta. E o que faz com que essa pessoa não fale sobre sua ideia?

Em diversas pesquisas é apontado o medo como o maior fator negativo, para que as pessoas não se exponham diante do público ou até mesmo em um simples diálogo. Evidente que dentro deste quadro inúmeros fatores somam-se e dificultam o aprimoramento dessa competência, tão essencial hoje no mundo globalizado.

O estudo, o treinamento e o aprimoramento profissional tornam-se a cada dia indispensáveis para o desenvolvimento da comunicação. Devemos fazer nos entender dentro desse processo que é a comunicação, facilitando nossa convivência nesse ambiente tão adverso que é o da organização.

Acreditar no próprio potencial facilita o desenvolvimento de se comunicar, embora o simples fato de se comunicar não seja o suficiente. Para as organizações o processo de comunicação deve ser claro, objetivo e acima de tudo é preciso desenvolver profissionais voltados para uma comunicação assertiva. A assertividade dá foco e objetividade ao processo de comunicação na busca de resultados.

Contudo para a organização é de extrema importância trabalhar sua missão, visão, valores e indicadores como metas de produção, investimento tecnológico, investimento em treinamento entre outros; de forma que possa ser disseminado em toda a organização facilitando a comunicação entre seus colaboradores. Justamente neste aspecto é que a qualidade da comunicação se mostra fundamental.

Evidente que estamos vivendo um novo cenário o qual temos que nos adaptar e aprender com todas as mudanças que o envolvem; e os profissionais que estão no mercado de trabalho devem perceber e interpretar as necessidades das organizações e aprimorar suas competências e aqueles que estão em busca de trabalho não devem desconsiderar essa sugestão. O que quero realmente é incomodá-lo com alguns questionamentos e fazer com que reflita sobre esse novo cenário organizacional e esse novo perfil do profissional mais comunicativo.

É importante perceber o comportamento da organização de maneira que se estabeleça um estudo que possibilite avaliar os estilos de liderança, sua estrutura organizacional, sua cultura e evoluções no decorrer de sua história, onde estão inseridos profissionais que já fazem parte deste cenário e outros que irão compor. Um conceito geral e simples de “COMUNICAÇÃO” é tornar comum uma ideia, fato ou de sentimento a duas ou mais pessoas, sendo que deve ser considerado um agente indispensável para os processos gerenciais, de integração, de mudanças, de motivação e de desenvolvimento, criando-se uma teia entre as relações pessoal e organizacional.

Procurei não citar, em momento algum, que se comunicar com assertividade seja privilégio de algum tipo de profissional, porque não estaria sendo verdadeiro. Neste novo cenário, em que as exigências são cada vez maiores com as organizações e as mesmas com seus colaboradores, está havendo a necessidade de investimento maciço em seus processos de comunicação como Internet, Intranet, quadro de avisos, quiosques de informações, boletim informativo, cursos que elevem o aprimoramento e o desenvolvimento de seus profissionais de forma a sanar as lacunas existentes no ambiente organizacional e fazer com que todos participem intensamente agregando valor para organização e para seus profissionais, possibilitando o autodesenvolvimento.

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Paulo Paiva

Paulo Paiva

Paulo Paiva é Palestrante, Empresário, Coach, Consultor, Psicanalista, Escritor, Terapeuta Transpessoal e Master em Programação Neurolinguística. É graduado em Administração e Especialista em Gestão Executiva em RH e Gestão Estratégica de Pessoas. Autor livros, de diversos artigos para sites, revistas e jornais especializados em Recursos Humanos, gestão, carreira e administração, Paulo é considerado o “Gestor de Almas” das organizações por sua maneira de desenvolver pessoas de forma provocativa e holística, integrando Corpo, Mente e Alma.

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